Escolha um trabalho que ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.
(Confúcio)
Escolha um trabalho que ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.
(Confúcio)
Enfrentemos os factos. Há anos (muitos já), o famoso teólogo suíço Hans Küng escreveu esta verdade: “As religiões nunca serviram para aproximar os seres humanos uns dos outros”. Jamais se disse nada tão verdadeiro. Aqui não se nega (seria absurdo pensá-lo) o direito a adoptar cada um a religião que mais lhe apeteça, desde as mais conhecidas às menos frequentadas, a seguir os seus preceitos ou dogmas (quando os haja), nem sequer se questiona o recurso à fé enquanto justificação suprema e, por definição (como por demais sabemos), cerrada ao raciocínio mais elementar. É mesmo possível que a fé remova montanhas, não há informação de que tal tenha acontecido alguma vez, mas isso nada prova, dado que Deus nunca se dispôs a experimentar os seus poderes nesse tipo de operação geológica. O que, sim, sabemos é que as religiões, não só não aproximam os seres humanos, como vivem, elas, em estado de permanente inimizade mútua, apesar de todas as arengas pseudo-ecuménicas que as conveniências de uns e outros considerem proveitosas por ocasionais e passageiras razões de ordem táctica. As coisas são assim desde que o mundo é mundo e não se vê nenhum caminho por onde possam vir a mudar. Salvo a óbvia ideia de que o planeta seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus. Claro que, sendo a natureza humana isto que é, não nos faltariam outros motivos para todos os desacordos possíveis e imagináveis, mas ficaríamos livres dessa ideia infantil e ridícula de crer que o nosso deus é o melhor de quantos deuses andam por aí e de que o paraíso que nos espera é um hotel de cinco estrelas. E mais, creio que reinventaríamos a filosofia.
(José Saramago)
Estrela que morreu
Ainda palpita em vão
A tua luz sou eu
Amando em solidão
Noturno mar sem Deus
Tu és na escuridão
Igual aos cantos meus
Uma desolação
Ah, se eu pudesse dizer-te
Que pela graça de ver-te
Já nem me importa ter que fingir
E a cada ruga que nasce
Tento esconder minha face
Na máscara que te faz sorrir
Porque este amor demais
Que nunca vai ter fim
Na morte que me traz
É a vida para mim
(Vinicius de Moraes)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinicius de Moraes)
Na vastidão de cada ser,
Existe sempre sentimento,
O meu estava a adormecer,
Mas a mim te trouxe o vento.
Nem sei mais falar de lágrimas,
De certo, se chorei ou se tristeza senti,
Esqueci-me, pois és amor em mim.
Tu em meu peito és soberana,
Sãos teus os suspiros meus,
A paz em mim é tanta,
Que meu ser também é teu.
Vejo a minha alma sorrir,
A minha dor se acabar
Vejo os meus sonhos florir,
E o meu coração te amar.
Não há como explicar o que sinto,
De fato nem sei porque insisto,
Pois até ao dizer que te amo eu minto,
Porque eu não te amo, EU TE EXISTO!
(Eduardo Bello)
Assim que o ventou sussurrou teu nome
eu soube exatamente aonde ir
Te conhecer foi só o menor passo
De um amor tão grande assim.
Mas se o vento te sussurrar meu nome
Não deixa aquela lágrima cair
Sorria e saiba que estarei pensando em ti.
Porque não há distancia entre aquilo que não se mede
Não há meio, terço ou fim
Estarei sempre contigo, e você estará junto a mim
(Eduardo Bello)
Todos nós temos um lado poeta ou poetisa… Todos já tentamos escrever algo bonito, seja pra um amigo(a) ou pra namorada(o), ou mesmo porque gostamos de escrever, ou simplesmente por falta de coisa melhor pra fazer
Aqui é vou postar aquele texto escrito no caderno de escola, aqueles rascunhos feitos em casa, ou aquela anotação na mesa de um bar, aquelas frases bonitas, até aqueles poemas que ousei escrever
Postarei também poemas de outras pessoas, famosas ou não, sempre lógico, dando o devido crédito.
Não procure por métrica, não procure por rimas ou versos, nem por prosa ou poesia.
Vamos trocar idéias, nenhum texto é bobo, bobas são as intenções que nos levam fazê-lo. Mas como já dizia Álvaro de Campos: “Todas as cartas de amor são ridiculas, Não seriam cartas de amor se não fossem ridiculas.”